Advogado de delegada suspeita de vazamentos para Vorcaro diz que denúncia não procede
Segundo a defesa da delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, ela não poderia vazar informações de inquéritos da PF para o banqueiro, já que não tinha acesso às investigações

O advogado da delegada da Polícia Federal (PF) Valéria Vieira Pereira da Silva, alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, afirmou que não procede a denúncia de que sua cliente tenha vazado informações de inquéritos da corporação para os grupos que trabalham para o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta quinta-feira (14), uma nova ação com foco nas suspeitas associadas ao Banco Master cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em entrevista em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, o advogado Bruno Correa Lemos afirmou que seus clientes, a delegada e seu marido, o policial aposentado Francisco José Pereira da Silva, não poderiam ter acesso aos inquéritos relacionados a Vorcaro, por não participarem das investigações em questão.
“Sobre esse possível vazamento, eu já afirmo de forma categórica que ele não procede. Cada servidor da Polícia Federal possui uma matrícula e um acesso restrito ao sistema. Se esse servidor público, por exemplo, não estiver cadastrado em uma determinada operação ou investigação, ele não consegue acessar com a matrícula dele o sistema e por exemplo proceder com o vazamento. Então essa notícia, essa veiculação que foi feito um acesso indevido a uma investigação e a divulgação de fatos dessa investigação para terceiros, ela não prospera porque não é possível um agente público que não esteja cadastrado em uma investigação sigilosa tenha acesso a essa investigação, retire dali informações sensíveis e passe a terceiros”, afirmou.
Na decisão em que autoriza a deflagração da sexta fase da Operação Compliance, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o casal atuava em favor de Vorcaro vazando informações internas de inquéritos da PF envolvendo o banqueiro.
A medida do ministro aponta que Valéria usou suas credenciais funcionais para consultar informações internas e vazou os dados para Marilson Roseno da Silva, apontado como o líder operacional do núcleo "A Turma".
Ainda de acordo com a decisão obtida pela Itatiaia, para reduzir os rastros diretos de sua participação e evitar exposição, a delegada utilizava seu marido, Francisco José Pereira da Silva como elo para o envio das informações a Marilson.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.




