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Rogério Correia sai em defesa de Jaques Wagner e atribui origem do caso Master a Bolsonaro

Deputado do PT afirma confiar na inocência do líder do governo no Senado e destaca autonomia da Polícia Federal para conduzir investigações

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Rogério Correia sai em defesa de Jaques Wagner e atribui origem do caso Master ao governo Bolsonaro • Reprodução

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) após a nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve o líder do governo no Senado como um dos alvos de mandados de busca e apreensão. Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (18), o parlamentar afirmou que mantém confiança no senador baiano e disse acreditar que Wagner apresentará esclarecimentos sobre os fatos investigados: "O senador Jacques Wagner tem toda a nossa confiança e fará a sua defesa dessa investigação", declarou Rogério Correia.

O deputado também ressaltou que a Polícia Federal atua com autonomia no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que as apurações devem seguir seu curso normal: "A Polícia Federal é livre no governo do presidente Lula para investigar. Ela tem autonomia", afirmou.

Ao comentar os reflexos políticos da investigação, Rogério Correia disse que a situação de Jaques Wagner deverá ser analisada tanto pelo próprio senador quanto pelo Palácio do Planalto. Segundo o parlamentar, é importante que o líder do governo tenha condições de conduzir sua defesa e esclarecer os fatos apontados pela investigação.

Wagner ocupa atualmente uma das funções mais estratégicas da articulação política do governo no Congresso Nacional, sendo responsável pela interlocução entre o Palácio do Planalto e o Senado.

Críticas ao Banco Master e ao governo Bolsonaro

Durante a entrevista, Rogério Correia também procurou relacionar a origem do caso investigado ao período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado afirmou que o crescimento do Banco Master ocorreu durante a gestão anterior e citou a atuação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro: "É preciso ver a gênese desse caso do Master. Eu reafirmo: é o 'Bolso Master'. O Master nasceu no governo Jair Bolsonaro, se enriqueceu no governo Jair Bolsonaro e permaneceu durante toda a gestão anterior", declarou.

Segundo o parlamentar, as medidas que resultaram no enfraquecimento das operações da instituição financeira e no avanço das investigações ocorreram apenas após a chegada de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central.

Investigação segue em andamento

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis relações entre agentes públicos e pessoas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Mais cedo, o senador afirmou que os valores em moeda estrangeira apreendidos pela Polícia Federal têm origem em diárias recebidas durante missões oficiais ao exterior e em compras legais de moeda realizadas ao longo dos anos.

O parlamentar também informou ter recebido uma ligação do presidente Lula após a operação, na qual, segundo ele, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e confiança. Até o momento, não há denúncia formal apresentada contra Jaques Wagner. As investigações seguem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.