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Vice-líder de Lula defende afastamento de Jaques Wagner da liderança de governo

Rogério Correia (PT-MG) comentou o caso e as relações apontadas entre o senador e o escândalo do Banco Master nas redes sociais

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O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner • Waldemir Barreto /Agência Senad

Vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT-MG) afirmou publicamente que o senador Jaques Wagner (PT) precisa “se afastar da liderança de governo” para “se dedicar à sua defesa”. O parlamentar ainda citou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a investigação precisa “ser feita até o fim”, doa “a quem doer”.

“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente. Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, afirmou Rogério nas redes sociais.

O parlamentar ainda reforçou que, em sua visão, os fatos trazidos à tona nesta quinta-feira (18) não mudam o foco do escândalo do Banco Master, que, segundo ele, está focado na figura de Jair Bolsonaro (PL).

“A diferença é simples: Jair Bolsonaro proibia a PF de investigar e chegou a trocar ministro da Justiça para proteger os filhos das investigações. Lula nunca fez isso. Sempre defendemos a independência da Polícia Federal e que todos os culpados paguem pelos crimes que cometeram. Seguimos cobrando a instalação da CPMI do Banco Master e da CPMI do Dark Horse, para que toda essa teia seja esclarecida desde sua origem até seus desdobramentos mais recentes, e nenhum nome fique protegido”, argumentou.

Investigação

A nova fase da Operação Compliance Zero investiga possíveis vínculos entre agentes públicos e pessoas ligadas ao Banco Master.

Wagner é citado nas investigações por suposta relação com o empresário Augusto Lima, que adquiriu anos atrás a rede de supermercados Cesta do Povo, privatizada durante sua gestão no governo da Bahia.

O senador negou qualquer benefício financeiro relacionado ao Banco Master e afirmou que sua relação com Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, foi limitada a dois encontros: “Minha relação com o Daniel Vorcaro é praticamente zero”, declarou.

Apesar da operação, Jaques Wagner afirmou que continuará exercendo a liderança do governo no Senado enquanto contar com a confiança do presidente da República: “Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso”, disse.

O senador também descartou qualquer impacto sobre seus planos eleitorais para 2026 e afirmou que mantém a intenção de disputar a reeleição ao Senado pela Bahia.

Segundo Wagner, a investigação ainda está em fase inicial e não há qualquer denúncia ou condenação contra ele: “Por enquanto, isso é uma mera investigação. Eu não sou réu, não sou culpado, não sou nada. Estou absolutamente tranquilo em relação a tudo que tenho a dizer”, afirmou.

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