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PF aponta que imóvel de Jaques Wagner seguiu modelo usado no caso do BRB

O senador, que foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (18), nega irregularidades envolvendo o apartamento

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Andressa Anholete/Agência Senado.

A investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostos pagamentos de propina no caso envolvendo o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aponta que a compra de um apartamento, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, para o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria seguido um modelo semelhante ao identificado em operações relacionadas ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

A informação foi divulgada neste sábado (20) pelo Estadão.

O senador, que foi um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (18), nega irregularidades envolvendo o apartamento.

Para a PF, no entanto, a sistemática adotada envolveria fundos de investimento ligados à gestora Reag e empresas utilizadas para intermediar a aquisição de imóveis.

A investigação também aponta que o operador do Banco Master é o mesmo nas duas situações: o advogado Daniel Monteiro, preso na mesma fase da operação que teve Paulo Henrique Costa como alvo.

No caso do ex-presidente do BRB, Vorcaro teria solicitado a Monteiro que viabilizasse a operação, que resultou na aquisição de seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões.

Operação da PF

A nova fase da Operação Compliance Zero cumpriu, ao todo, 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Além de Wagner, também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Segundo as investigações, para atuar em benefício de Lima no Congresso, o senador teria recebido propina da ordem de R$ 3,5 milhões por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento.

De acordo com a Polícia Federal, Wagner teria atuado em favor do Banco Master na chamada "emenda Master", que visava ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de apoiar outra proposta para ampliar os limites de concessão de crédito consignado.

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