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Lula avalia impacto político de operação contra Jaques Wagner

Aliados de Lula divergem sobre futuro de Jaques Wagner após operação da PF; setor do Planalto defende substituição na liderança do governo no Senado

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a quinta-feira (18) avaliando os desdobramentos da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Ao longo do dia, Lula se reuniu com ministros do Palácio do Planalto no Palácio da Alvorada para discutir a situação.

Segundo interlocutores do governo, uma ala do Planalto considera que a investigação pode afetar a imagem da gestão federal e a articulação política no Congresso. Integrantes desse grupo defendem a substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado.

Apesar disso, auxiliares afirmam que Lula pretende ouvir pessoalmente o senador e outros aliados antes de tomar qualquer decisão. Os dois conversaram por telefone na quinta-feira, mas uma reunião presencial deve ocorrer apenas na próxima semana, em razão dos compromissos do presidente no Sudeste.

PT tenta desvincular Lula das investigações

Nos bastidores, dirigentes do PT alinharam o discurso a ser adotado após a operação da PF. A orientação é tratar eventuais revelações como de responsabilidade individual de Jaques Wagner, buscando evitar desgastes para o presidente, que disputará a reeleição neste ano.

Segundo a CNN, a estratégia é preservar Lula e individualizar possíveis implicações envolvendo aliados do partido.

Senador nega irregularidades

Jaques Wagner e familiares foram alvo de mandados de busca e apreensão na quinta-feira. O senador é investigado por suspeitas de ter recebido vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master.

Em nota, o parlamentar negou ter atuado em favor do banco ou de qualquer outra instituição financeira.

Partido manifesta apoio ao senador

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Jaques Wagner é um "depositário de confiança" do partido, mas defendeu a continuidade das investigações.

"Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Temos confiança de que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos e comprovará sua inocência", escreveu o dirigente.

 

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