PF investiga esquema de benefícios do INSS pagos a pessoas fictícias no Rio de Janeiro
Operação identificou pelo menos dez benefícios suspeitos e estima prejuízo de quase R$ 5 milhões aos cofres públicos; caso tem semelhanças com investigação realizada no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) uma operação para investigar um esquema de fraudes em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedidos a pessoas inexistentes, conhecidas como "fantasmas". A ação foi realizada em municípios do estado do Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A investigação é conduzida pela Polícia Federal com apoio da Força-Tarefa Previdenciária, coordenada pelo Ministério da Previdência Social. Segundo os investigadores, a apuração teve início após a identificação de indícios de irregularidades na concessão e no pagamento de pelo menos dez benefícios previdenciários. A suspeita é de que os pagamentos tenham sido liberados de forma fraudulenta para pessoas que sequer existiam.
O objetivo da operação é reunir provas que permitam identificar todos os envolvidos no esquema e esclarecer como as fraudes foram realizadas. De acordo com a Polícia Federal, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a aproximadamente R$ 5 milhões.
Esquema semelhante foi descoberto no Maranhão
A investigação no Rio tem características semelhantes a outra operação realizada no Maranhão no último dia 6 de agosto. Naquele caso, a Polícia Federal identificou um esquema que utilizava documentos falsificados para criar beneficiários fictícios e cadastrar procuradores responsáveis por movimentar os benefícios.
As investigações apontam que a fraude permitia manter os pagamentos ativos por tempo indeterminado e ainda possibilitava a contratação de empréstimos consignados em nome dos supostos aposentados e pensionistas. Ao todo, foram identificados 28 benefícios suspeitos no Maranhão. O prejuízo estimado naquele esquema é de aproximadamente R$ 5,7 milhões.
As investigações prosseguem para identificar todos os integrantes dos grupos criminosos e dimensionar a extensão das fraudes contra a Previdência Social.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



