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STM aceita denúncia contra Roberto Jefferson por suspeita de uso de documento falso

Superior Tribunal Militar (STM) decidiu que Roberto Jefferson será processado por suposto uso de documento falso em seu registro de CAC; a denúncia foi acolhida

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Roberto Jefferson está preso desde o dia 23 de outubro em Bangu 8, no Rio
Roberto Jefferson está preso • Agência Brasil

O Superior Tribunal Militar (STM) determinou, nesta terça-feira (3), que a primeira instância da Justiça Militar da União (JMU) receba a denúncia contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson. A decisão, que acolheu um recurso do Ministério Público Militar (MPM), refere-se ao suposto uso de documento falso em procedimentos relacionados ao registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Jefferson.

A decisão foi tomada na última semana por unanimidade pelo plenário do STM em sessão virtual. Os ministros reverteram o entendimento de primeira instância que, em março, havia rejeitado a denúncia por entender que "não havia elementos suficientes para abrir uma ação penal".

O Ministério Público Militar questiona duas declarações entregues ao Exército. A primeira foi apresentada em agosto de 2020, quando Jefferson informou uma mudança de endereço. A segunda foi entregue em fevereiro de 2021, quando ele pediu a transferência de seu registro da 1ª para a 11ª Região Militar. Segundo a acusação, nos dois procedimentos, o ex-deputado "declarou ter bons antecedentes e não responder a processo criminal".

O MPM sustenta que as informações eram incompatíveis com a situação jurídica de Jefferson à época. A acusação cita a condenação no processo do mensalão e argumenta que o indulto concedido em 2016 não apagou os antecedentes decorrentes da condenação.

A apuração do caso começou em dezembro de 2022, após a ouvidoria do Ministério Público Militar receber uma comunicação anônima sobre a manutenção do registro de CAC do ex-deputado.

Com a decisão do STM, a ação penal deverá prosseguir na primeira instância da Justiça Militar. O tribunal deliberou que a acusação pode ser examinada no processo. Ainda não houve julgamento sobre a culpa de Jefferson neste caso. A reportagem não localizou a defesa do ex-deputado, atualmente em prisão domiciliar, mas o espaço segue aberto.

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