Pesquisas buscam medir impacto da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Institutos avaliam rodar levantamentos entre eleitores de Bolsonaro

Institutos de pesquisa, como a Quaest, preparam levantamentos para medir os impactos da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil entre o eleitorado. Enquanto isso, marqueteiros de campanha, partidos políticos e entidades ligadas ao mercado já realizam sondagens internas para entender o comportamento do eleitor no pós-eleição.
Fontes ligadas a campanhas, que preferem falar sob reserva, afirmam que levantamentos qualitativos internos realizados nos primeiros dias após a eleição apontam que, mesmo entre os bolsonaristas, prevalece a disposição de aceitar o resultado e seguir em frente, apesar da preocupação com o novo governo.
Sobre a derrota, segundo marketeiros, já os mais radicalizados levantam suspeitas de fraude, especialmente em relação à prorrogação do horário de votação. Para fontes ouvidas pelo blog, o desconhecimento sobre o pedido de prorrogação da votação feito pela própria campanha de Flávio e sobre o número reduzido de votos registrados após as 17h contribui para alimentar suspeitas de fraude.
Segundo as fontes ouvidas pelo blog, os trackings mostram que a autoproclamação de Flávio como vencedor da eleição enfrenta resistência de grande parte do eleitorado. O recebimento de salário sem o exercício no Brasil atravessa todos os grupos pesquisados, inclusive com manifestações favoráveis à perda do mandato.
Sobre a saída do país, parte dos entrevistados interpreta a determinação de entrega do passaporte como perseguição judicial, mas não descarta o temor do senador sobre fatos investigados.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



