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'Riscos solucionados', diz diretor da ANTT sobre novo projeto da BR 381

Concessionária vencedora do leilão terá que prestar, de imediato, serviços de guincho, médico e operacionais no trecho que será duplicado pelo governo federal

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Guilherme Theo Sampaio, novo presidente da ANTT • ANTT

Após ter aprovado as mudanças no edital de concessão da BR 381, a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está otimista em relação ao início das obras na rodovia. "Nós temos um otimismo, não apenas por querer que dê certo o projeto. É um projeto que tem uma convergência, uma sinergia, de todos os órgãos públicos da administração não só federal, como estadual e municipal", disse o diretor da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, esta é a meta do Ministério dos Transportes. Segundo ele, os "problemas e riscos contratuais, regulatórios e de engenharia estão sendo solucionados".

A agência aprovou a retirada dos lotes 8A e 8B (entre Belo Horizonte e Caeté) do projeto de concessão e eles ficarão sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A expectativa da ANTT é que as obras comecem ainda neste ano. O prazo final para a entrega é oito anos, depois disso o trecho será incorporado à área concessionada. Além da duplicação, a construção posterior de uma terceira faixa não está descartada. Já o leilão para a concessão do restante da rodovia, até Governador Valadares, deve ocorrer entre setembro e outubro.

Assim que a rodovia for concedida, a empresa responsável terá que prestar serviços de guincho, médico e serviços operacionais no trecho onde o governo federal executará obras, que abrange às cidades de Belo Horizonte, Sabará, Santa Luzia e Caeté. A sugestão foi feita pelo próprio diretor da ANTT.

Riscos

Os lotes foram retirados do projeto de concessão por causa dos riscos geológicos do terreno e da quantidade de desapropriações. Os dois fatores estavam aumentando o custo e diminuindo os lucros para iniciativa privada, por esse motivo os últimos leilões ficaram desertos, não tiveram interessados.

Desapropriações

De BH à Caeté são cerca de 2 mil desapropriações, principalmente na saída da capital. O governo federal anunciou R$ 1 bilhão para a retiradas e reassentamento das famílias. A princípio, não haverá cobrança de contrapartida das prefeituras.

Após a aprovação da ANTT, o projeto será enviado para o Tribunal de Contas da União (TCU), que terá 45 dias para avaliação. O relator será o conselheiro Antônio Anastasia. Segundo Sampaio, a expectativa é que em abril, a proposta esteja aprovada.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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