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Republicanos suspende filiação de prefeito de Sorocaba por infidelidade partidária

Rodrigo Manga é um dos alvos da segunda fase da Operação Copia e Cola, que apura um esquema de desvio de recursos públicos em contratos da área da saúde em São Paulo

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Reprodução / Câmara de Sorocaba.

O Conselho de Ética do Republicanos suspendeu, nesta quarta-feira (15), de forma preliminar, a filiação do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Maganhato, conhecido como Rodrigo Manga. A medida, na prática, abre caminho para a expulsão dele da legenda.

O prefeito é acusado de "grave infração aos deveres de fidelidade e lealdade partidária" após publicar um vídeo nas redes sociais em que aparece em frente à sede do União Brasil em Sorocaba, com a imagem da esposa ao fundo. Sirlange Maganhato, além de primeira-dama do município, também é pré-candidata a deputada federal pela sigla.

O Republicanos deu prazo de cinco dias para Manga apresentar sua defesa. Depois desse período, a comissão deverá decidir, de forma definitiva, se irá expulsar ou não o prefeito dos quadros da legenda por infidelidade partidária.

Na noite desta quarta-feira, ao lado da esposa, o prefeito disse que já foi notificado pela sigla. Ele afirmou, no entanto, que não tem interesse em deixar o partido, mas que "nenhuma ameaça ou denúncia" irá fazê-lo "deixar de apoiar" a esposa.

Conhecido nas redes sociais como "prefeito tiktoker", Manga acumula quase 4 milhões de seguidores. Ele foi reeleito em Sorocaba em 2024 com 73% dos votos válidos e chegou a ser afastado do cargo em novembro de 2025 após um pedido da Polícia Federal (PF) à Justiça.

Manga é um dos alvos da segunda fase da Operação Copia e Cola, que apura irregularidades em contratos da saúde pública em São Paulo.

Em março deste ano, uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques reconduziu o prefeito ao cargo. A decisão foi confirmada posteriormente pela Segunda Turma da Corte.

O prefeito foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A defesa nega as acusações.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.