Quem é Rodrigo Manga, prefeito 'influencer' alvo de operação da PF por desvio de dinheiro
A operação da Polícia Federal investiga desvios de recursos públicos da área da saúde em Sorocaba, município que fica a 95 km de São Paulo

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), ganhou notoriedade nas redes sociais por fazer vídeos curtos e chamativos sobre o mandato à frente do município. Algumas dessas publicações chegaram a entrar no radar do Ministério Público (MP) através de denúncias protocoladas por coletivos ligados a movimentos sociais.
Nesta quinta-feira (10), o prefeito ganhou os holofotes após ser alvo de uma mandado de busca e apreensão da operação Copia e Cola da Polícia Federal (PF) que investiga desvio de recursos da área da saúde. Durante a ação, Manga fez um vídeo em que chegou a teorizar que estaria sendo alvo de uma perseguição política. "Foi eu lançar minha pré-candidatura à presidência da República [nas eleições de 2026] que mandaram a Polícia Federal na minha casa por causa da denúncia da denúncia", disse.
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Prefeito é formado em Marketing
Antes de ser eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024, Rodrigo Manga foi vereador por dois anos em Sorocaba, sendo, inclusive, presidente da Câmara Municipal.
Formado em Marketing, o prefeito, após a reeleição em 2024, tem usado as redes sociais por divulgar obras feitas na gestão. Nos vídeos, ele utiliza a frase: "vem morar em Sorocaba, vamos fazer a melhor cidade do Brasil para se viver" como slogan.
No Instagram, ele já acumula 2,9 milhões de seguidores. No TikTok são 3 milhões.
Operação
As investigações apontam que o prefeito teria recebido propina através de transações imobiliárias e depósitos em espécie a operadores financeiros, incluindo um amigo de Manga.
Além da residência dele, a sede da prefeitura de Sorocaba, a secretária de Saúde e o diretório municipal do partido Republicanos também foram alvos de buscas dos agentes federais.
Essa foi a terceira investigação envolvendo o prefeito, que já foi alvo de operações que apuram outros desvios na área da saúde e na compra de equipamentos de robótica.
A apuração dessa operação começou com suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social (OS) para administrar, operacionalizar e executar serviços de saúde em Sorocaba.
De acordo com a PF, também foram identificados atos de lavagem de dinheiro através de depósitos em espécie, pagamentos de boletos e negociações imobiliárias.
Foram expedidos 28 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo, incluindo Sorocaba, e na Bahia.
Até então, não há mandados de prisão.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.
