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Renúncias fiscais entram na mira do governo em nova agenda de corte de gastos

Após reunião com o presidente, Haddad e ministros pontuaram que Lula teria ficado impressionado ao se deparar com aumento de subsídios, que bateram quase 6% do PIB

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet • Marcelo Camargo/Agência Brasil

As renúncias fiscais e subsídios concedidos pelo governo a setores específicos da economia entraram na mira do governo, que tenta implementar uma agenda de cortes de gastos a partir do orçamento de 2025.

O indicativo foi dado pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), que se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta segunda-feira (17) para discutir os próximos passos do governo com relação às despesas previstas para o próximo ano.

Segundo a ministra Tebet, Lula teria ficado "mal impressionado" com o aumento de subsídios no país, que no ano passado representaram R$ 519 bilhões e que são um ponto destacado pelo relatório produzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Outra preocupação relatada pelos ministros foi o déficit da previdência, que também foi um ponto destacado pelo relatório do TCU, que foi detalhado ao presidente durante a reunião.

A ministra do Planejamento afirmou que, em uma nova reunião, a equipe econômica deve apresentar ao presidente Lula alternativas ao aumento dos subsídios e sugestões de cortes. Ainda não há data definida para o encontro.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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