‘Referendo é burocracia que não existe na venda de nenhuma estatal no Brasil’, diz Simões
Vice-governador Mateus Simões afirmou que considera referendo popular desnecessário, mas que governo está pronto para fazer o debate se for preciso

O vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou nesta quinta-feira (14), ao entregar as propostas de privatização da Cemig e da Copasa na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que a exigência de um referendo para a venda de estatais é uma “burocracia” desnecessária.
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A exigência de se realizar um referendo popular para a venda das estatais mineiras foi incluída na Constituição de Minas Gerais em 1999, quando o então governador Itamar Franco conseguiu aprovar formas para dificultar os processos de desestatização.
No início do ano passado, após ser reeleito, o governador Romeu Zema (Novo) apresentou um projeto para retirar a exigência da Constituição estadual, mas o projeto ainda não foi votado.
“Infelizmente, pouca gente está satisfeita com o serviço prestado pelas duas companhias. As duas companhias tiveram valorizações consideráveis, mas continuamos tendo problemas na prestação de serviços pelo Estado. E não é questão de competência ou incompetência (da gestão), estatais não funcionam bem, pelo processo de contratação, pelo regime de controle”, avaliou o vice-governador.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.




