Receita anula isenção fiscal concedida a líderes religiosos
Benefício havia sido concedido pelo governo de Jair Bolsonaro em agosto de 2022

A Receita Federal anulou a isenção tributária sobre os salários de ministros de todas as religiões. Tal benefício havia sido concedido pelo governo de Jair Bolsonaro em agosto de 2022. A reversão está publicada na edição desta quarta-feira (17) do Diário Oficial da União e é assinada pelo secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas.
A medida beneficiava ministros de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. “Serão consideradas remuneração somente as parcelas pagas com características e em condições que, comprovadamente, estejam relacionadas à natureza e à quantidade do trabalho executado, hipótese em que o ministro ou membro, em relação a essas parcelas, será considerado segurado contribuinte individual, prestador de serviços à entidade ou à instituição de ensino vocacional”, dizia o ato da Receita.
Com o fim da medida, os valores pagos por instituições religiosas aos líderes voltam a ser considerados uma forma de remuneração direta. Assim, o imposto de renda e a contribuição social vão incidir sobre qualquer pagamento feito a pastores pelas igrejas.
As igrejas já contam com isenção de impostos federais. Além disso, a Reforma Tributária permitiu que permitiu que qualquer organização ligada às instituições religiosas também não pague tributos.
Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.



