Reajuste no piso do vale-alimentação dos servidores de MG não contempla forças de segurança
Equipe de Cleitinho Azevedo questionou o atual governo se a medida, que aumentou para R$ 100 o piso do benefício, também seria concedido para a Segurança Pública, durante reunião da transição nesta quinta-feira (29)

O reajuste concedido no piso do vale-alimentação dos servidores de Minas Gerais, medida feita por resolução nessa quarta-feira (28), não contempla as forças de Segurança Pública. O assunto foi tema da reunião da equipe de transição do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) com a atual gestão de Mateus Simões (PSD), nesta quinta-feira (29).
A equipe de Cleitinho questionou o atual governo se a medida, que aumentou para R$ 100 o piso do benefício, também seria concedido para a Segurança Pública, uma vez que o vale é uma demanda histórica da categoria que chegou a ser promessa feita pelo ex-governador Romeu Zema (Novo)
O secretário de Estado de Casa Civil de Minas Gerais, Marcel Dornas Beghini, respondeu explicando que o reajuste do piso do vale-alimentação para a categoria teria um impacto superior a R$ 500 milhões. O titular da pasta lembrou que no ano passado foi concedido um vale de R$ 50 para a segurança, que subiu para R$ 75 no início deste ano.
“O que é feito neste momento, para o restante dos servidores do Estado é fazer um incremento de R$ 25 para aqueles que não chegaram no piso de R$ 100 por dia. É importante dizer que seria vontade do governador Mateus fazer a implementação de mais R$ 25 para as forças de Segurança, só que o impacto orçamentário dessa medida seria muito grande. Não é que recusamos esse debate, mas essa conversa precisa ser feita em conjunto com a comissão de transição”, destacou.
O vice-governador eleito Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), coordenador da equipe de transição, lembrou que foi protocolado um pedido para a criação de um comitê para a tomada de decisão compartilhada com o governo do estado, uma vez que as medidas terão impacto na gestão que vai assumir em janeiro de 2027.
“Ressalto que a comissão também protocolou um pedido de comitê para tomada de decisão compartilhada. Como a legislação prevê que o próximo governo tenha essa interface com o atual, acho que esse é o grande propósito da transição. Não podemos ficar só no compartilhamento de informações”, declarou.
Segundo a medida, o valor diário do benefício passa a ter um piso de R$ 100 para quem já recebe a ajuda de custo. Ao todo, 39,8 mil servidores públicos civis deverão ser beneficiados com o reajuste, já a partir do salário de novembro a ser pago em dezembro.
Em nota, o governo afirma que os servidores beneficiados recebem atualmente menos de R$ 100 de ajuda de custo por dia efetivamente trabalhado, sendo R$ 50 de parcela fixa e o restante de parcela variável, vinculada ao cumprimento das metas e indicadores de cada órgão ou entidade.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



