Em meio a transição, Simões aumenta piso do vale-alimentação dos servidores
Somente com a folha de pagamento e encargos sociais, o governo de Minas Gerais estima gastar R$ 84,1 bilhões em 2027, cerca de 54% das despesas totais previstas no orçamento que será herdado por Cleitinho

Em meio a transição do governo de Mateus Simões (PSD) para o de Cleitinho Azevedo (Republicanos) em Minas Gerais, o Executivo decidiu aumentar o piso do vale-alimentação nesta quarta-feira (28). A medida foi publicada pelo Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin) no Diário Oficial do Estado.
Segundo a medida, o valor diário do benefício passa a ter um piso de R$ 100 para quem já recebe a ajuda de custo. Ao todo, 39,8 mil servidores públicos civis deverão ser beneficiados com o reajuste, já a partir do salário de novembro a ser pago em dezembro.
Em nota, o governo afirma que os servidores beneficiados recebem atualmente menos de R$ 100 de ajuda de custo por dia efetivamente trabalhado, sendo R$ 50 de parcela fixa e o restante de parcela variável, vinculada ao cumprimento das metas e indicadores de cada órgão ou entidade.
Com a mudança, a parcela variável vai subir até R$ 50 e a parcela fixa permanece com o mesmo valor. Nesse caso, os servidores que já recebem uma variável acima de R$ 50 manterão os valores atuais, fazendo com que o valor total do vale-alimentação possa ultrapassar os R$ 100 diários.
Outra mudança estabelecida pela resolução é que, a partir de 1º de janeiro de 2027, os valores da ajuda de custo serão atualizados conforme o índice da Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais (Ufemg), independentemente de uma edição de nova resolução destinada exclusivamente à atualização dos valores do benefício.
Atualmente, o valor da Ufemg em Minas Gerais é de R$ 5,7899, um aumento de 4,68% se comparado com o exercício financeiro de 2025, quando era estimado em R$ 5,5310. Cabe lembrar que o Projeto de Lei Orçamentário Anual (LOA) prevê um rombo de R$ 10,5 bilhões para 2027.
A peça orçamentária prevê uma receita estimada de R$ 144,99 bilhões, enquanto os gastos previstos são de R$ 155,5 bilhões. Somente com a folha de pagamento e encargos sociais, o governo de Minas Gerais estima gastar R$ 84,1 bilhões em 2027, cerca de 54% das despesas totais previstas.
A Itatiaia perguntou ao governo eleito se houve alguma interlocução sobre o reajuste aos servidores, mas até o momento não teve resposta. O espaço segue aberto para uma manifestação da equipe de transição.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



