Quem é Filipe Martins? Ex-assessor de Bolsonaro foi preso nesta sexta-feira (2)
Martins foi condenado no núcleo 2 da tentativa de golpe, responsável por operacionalizar o plano de assassinato de autoridades

O ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins Pereira, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (2) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em sua casa em Ponta Grossa, no Paraná. Ele foi condenado pelo STF a 21 anos e 6 meses de prisão no julgamento do núcleo 2 da tentativa de golpe.
Martins foi assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República no início do governo Bolsonaro, ainda em 2019, após fazer parte da equipe de transição do então chanceler Ernesto Araújo. Ele se aproximou do ex-presidente em 2014, por meio do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu padrinho político.
Martins teria sido o assessor que, em novembro de 2022, apresentou ao ex-presidente a minuta de decreto golpista. O documento decretava a prisão de diversas autoridades, incluindo Moraes e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O documento teria sido alterado por ordens de Bolsonaro, segundo a PF, permanecendo apenas a prisão do magistrado.
Os advogados alegam que as contas digitais estão sob custódia da defesa desde fevereiro de 2024, sendo acessadas apenas para fins técnicos, como preservação de provas e organização de informações relevantes ao processo. Eles afirmam que Martins não fez postagens, não interagiu com terceiros nem enviou mensagens. Também sustentam que o LinkedIn é uma plataforma de perfil profissional e que o episódio pode estar relacionado a registros automáticos da própria plataforma.
Gesto racista
Martins é o assessor de Bolsonaro que, em março de 2021, viralizou após ser acusado de fazer um gesto considerado racista dentro do Senado. Durante uma sessão, ele estava sentado atrás de Pacheco e foi flagrado pela transmissão do senado fazendo um gesto que forma as letras W e P com as mãos, uma referência a expressão “White Power”.
Ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), sendo absolvido em primeira instância. A acusação recorreu e o Tribunal Regional Federal da 1º Região derrubou a decisão e o condenou em dezembro de 2024 à dois anos e quatro meses, pena convertida em serviços comunitários e multas de R$ 52 mil.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




