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Projeto quer barrar procurados pela Justiça em eventos culturais e esportivos de Minas

A proposta, protocolada na ALMG, prevê que o processo possa ser realizado em parceria com empresas responsáveis por sistemas de bilhetagem eletrônica e controle biométrico e facial

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A restrição inclui eventos esportivos como jogos de futebol. • Luiz Santana

Um projeto de lei, protocolado nesta quinta-feira (11) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), pretende criar uma política estadual para localizar pessoas procuradas pela Justiça em eventos culturais, esportivos e artísticos realizados no território mineiro, incluindo devedores de pensão alimentícia.

A proposta é semelhante a dois projetos apresentados na Câmara dos Deputados nos últimos dias. Os textos que tramitam em Brasília, de autoria dos deputados federais Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), buscam proibir o acesso de devedores de pensão alimentícia a eventos esportivos, como, por exemplo, jogos de futebol.

Na ALMG, o texto é assinado pela deputada Lohanna (PV), que propõe a adoção de mecanismos de colaboração tecnológica para impedir que pessoas em débito com a Justiça tenham acesso a determinados eventos. O projeto prevê que o processo possa ser realizado em parceria com empresas responsáveis por sistemas de bilhetagem eletrônica e controle biométrico e facial.

Lohana (deputada estadual PV/MG). • Willian Dias / ALMG.
Lohana (deputada estadual PV/MG). • Willian Dias / ALMG.

De acordo com a parlamentar, a iniciativa é inspirada em experiências adotadas em outros países, como a Argentina, além de exemplos já existentes no Brasil. Ela cita uma parceria entre o Palmeiras e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em vigor desde 2023, que resultou na prisão de 35 devedores de pensão alimentícia durante jogos do clube.

Esse é um trabalho que depende da cooperação entre o poder público e a iniciativa privada. Os organizadores de eventos já utilizam diversas tecnologias para controle de acesso e segurança. Nossa proposta é construir parcerias que permitam integrar esses sistemas às bases oficiais, sempre respeitando a legislação e os direitos individuais. Quando todos colaboram, quem ganha é a sociedade.

afirma a deputada.

O projeto também estabelece que nenhuma prisão ou medida restritiva de liberdade poderá ocorrer exclusivamente com base em identificação automatizada. A proposta determina que toda eventual correspondência identificada pelos sistemas seja validada por agentes públicos antes de qualquer ação policial.

O texto ainda proíbe que a legislação seja utilizada para monitoramento político, ideológico ou religioso, bem como para qualquer prática discriminatória.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.