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Zema é oficializado como candidato a presidente e se diz 'mais credenciado' que oponentes

Ex-governador de Minas teve a candidatura oficializada em convenção do Partido Novo realizada nesta segunda-feira (27), em Brasília

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O ex-governador Romeu Zema (Novo)
Zema foi oficializado como candidato ao Palácio do Planalto • Elizabete Guimarães / ALMG

Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema foi oficializado como candidato à Presidência da República pelo Partido Novo em convenção realizada nesta segunda-feira (27), em Brasília. Junto a uma comitiva da legenda, ele disse ter mais credenciais que seus concorrentes na corrida ao Palácio do Planalto e voltou a se apresentar como um gestor que cortou privilégios do setor público em suas gestões estaduais.

 

“Como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais, modéstia à parte até mais do que os meus concorrentes. Meu primeiro desafio foi no setor privado. Tem lá no interior de Minas uma empresa funcionando, gerando mais de 5 mil empregos diretos. Passei minha vida no trecho. Eu falo que talvez os caminhoneiros conheçam mais o estado de Minas do que eu, mas eu rodei 2 milhões de quilômetros, eu sei o que é ralar. Eu sei o que é enfrentar a burocracia do estado”, disse o mineiro em discurso na convenção.

 

Aos integrantes e apoiadores nacionais do Novo, Zema apostou em temas recorrentes em seu repertório enquanto governava Minas Gerais. O candidato disse que deu exemplo aos gestores públicos por não ter morado no Palácio das Mangabeiras e reiterou que doou seus salários como chefe do Executivo.

 

“Nunca fui recebedor de impostos. Fui só pagador. Mesmo como governador fui voluntário. Tudo que recebi passei para instituições. Então, ninguém, nenhum outro candidato conhece tanto o Brasil real, o Brasil que maltrata quem trabalha, quem investe, quem sustenta o estado brasileiro, que foi o que eu sempre fiz durante toda minha vida [...] Só com isso, abrindo mão de palácio, de 32 empregadas, mordomos, chefes de cozinha, etc., voos de helicópteros diários, eu economizei cerca de R$ 4 milhões por ano.Em 7 anos e meio, não resolveu o problema de Minas, não, mas contribuiu e, principalmente, bons exemplos, que é uma coisa que o Brasil carece muito. Brasil no setor público, vocês sabem muito bem, carece de bons exemplos”, declarou. 

 

Zema também reforçou que sua entrada na política se deu pela gestão do PT em Minas Gerais e criticou o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem concorrerá este ano.

 

“Só fui para o governo de Minas porque eu vi o PT destruir o meu estado. É só pegar e ler as manchetes de 2017 e 2018 o que estava acontecendo em Minas Gerais. Prefeitos renunciando, adoecendo e até tirando a própria vida, porque administrar uma cidade sem os repasses do ICMS, do IPVA, da educação e da saúde é impossível; [...] E ninguém aguenta mais 4 anos de Lula e de PT. Ninguém. No passado foi mensalão, petrolão, mala de dinheiro, Lava Jato e agora nós estamos aí, Banco Master, desconto dos velhinhos. E um governo que não tem plano de futuro. Um governo que só pensa em eleição”, complementou o ex-governador de Minas.

 

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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