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Lula aposta na Coreia do Sul para ampliar mercados em meio ao tarifaço dos EUA

Visita de Estado resultou na assinatura de atos bilaterais e reforçou a estratégia do governo de diversificar parceiros comerciais

PorBrasília
Em meio ao tarifaço dos EUA, Lula aposta na Coreia do Sul para ampliar mercados.
Em meio ao tarifaço dos EUA, Lula aposta na Coreia do Sul para ampliar mercados. • Ricardo Stucker / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, nesta segunda-feira (27), o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, em Brasília. A visita de Estado ocorre em meio aos esforços do governo brasileiro para ampliar parcerias comerciais e reduzir a dependência de mercados afetados pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre os principais temas da agenda estiveram o avanço das negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul e a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina e suína produzida no Brasil.

Além do comércio, os dois países discutiram o fortalecimento da cooperação em áreas estratégicas, como semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, transição energética, saúde, indústria farmacêutica, cosméticos, educação, cultura e esportes.

Após a reunião reservada, Lula e Lee Jae-myung assinaram atos bilaterais voltados ao fortalecimento da cooperação entre os dois países. A programação foi encerrada com um almoço oficial oferecido pelo presidente brasileiro em homenagem ao chefe de Estado sul-coreano.

Durante a declaração conjunta à imprensa, Lula destacou a assinatura de compromissos nas áreas de tecnologia e educação. O presidente também abordou o financiamento internacional para a preservação ambiental e criticou o descumprimento de promessas feitas por países desenvolvidos.

"Os países ricos assumiram, em 2009, o compromisso de destinar US$ 100 bilhões por ano para que a gente pudesse cuidar das florestas e do meio ambiente. E nunca deram", afirmou Lula.

A visita reforça a estratégia do governo brasileiro de diversificar parceiros comerciais diante das restrições impostas pelos Estados Unidos. A expectativa do Palácio do Planalto é de que a aproximação contribua para acelerar as negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul e amplie o acesso de produtos brasileiros ao mercado asiático.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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