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Prisão do primo de Nikolas Ferreira provoca troca de farpas entre vereadores de BH

O primo do deputado, e ex-vereador de Belo Horizonte, foi preso portando mais de 30 kg de maconha e uma porção pequena de cocaína em Uberlândia, no Triângulo Mineiro

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Plenário da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte nesta segunda-feira (2).  • Edson Costa | Itatiaia.

A prisão de Glaycon Rarieri de Oliveira Fernandes, primo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), gerou um bate-boca entre parlamentares no Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) nesta segunda-feira (2).

A troca de farpas começou durante a fala do vereador Vile (PL), que criticou um vídeo publicado nas redes sociais pelo vereador Pedro Rousseff (PT), no qual o petista comenta o caso.

"Você [Pedro] não tem vergonha na cara? Você faz um vídeo acusando o deputado Nikolas de tráfico de drogas por conta de algo que o parente dele fez? Logo você, acusando coisa de parente. Vemos que tem uma inveja correndo solta, Pedro. Quem nasceu para ser Rousseff, nunca será Nikolas".

— disse Vile.

30 kg de maconha

Glaycon Rarieri é filho de Enéas Fernandes (PL), tio de Nikolas e candidato derrotado nas eleições municipais em Nova Serrana.

Ele foi preso com 30,2 kg de maconha no porta-malas do carro, ao sair de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Agentes da Polícia Federal também teriam encontrado uma pequena porção de cocaína com o primo do deputado.

Nas redes sociais, Nikolas afirmou que quem é preso com drogas “merece cadeia, assim como os rachadores e outros corruptos que estão soltos por aí”.

Audiência pública acirra debate entre vereadores

A audiência pública que discutiu dois projetos de lei em tramitação na Câmara também provocou divergências entre os parlamentares.

  • Um dos projetos, de autoria do vereador Vile, conhecido como Lei “Anti-Oruam”, visa proibir a contratação, com recursos públicos, de shows, artistas e eventos que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas.
  • O outro, de autoria dos vereadores Vile e Flávia Borja (DC), propõe proibir a reprodução de músicas com “conteúdo sexual, vulgar, obsceno, com apologia às drogas, expressões de sentido dúbio, incitação ao crime ou conteúdo degradante explícito” em instituições de ensino públicas e privadas da capital mineira.

A audiência, realizada na última terça-feira (27), contou com a participação do rapper Djonga, que compôs a Mesa Diretora do encontro ao lado dos vereadores Pedro Patrus (PT), Iza Lourença (PSOL) e Juhlia Santos (PSOL).

No Plenário desta segunda-feira, o vereador Vile acusou a audiência de defender “facções criminosas”. “Foi dito, de diversas formas, que eu queria proibir o funk em BH. São canalhas, mentirosos. Quem tem envolvimento com crime organizado, diálogo cabuloso, é o PT”, disparou.

O vereador Sargento Jalyson (PL) também se manifestou, dizendo ter sido vítima de “censura” durante a audiência na Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor. Ele afirmou ter tentado falar por quatro vezes, sem ser ouvido pelos demais parlamentares. “Fui completamente ignorado pela extrema-esquerda que presidia a audiência. Me censuraram e me excluíram de um espaço público que deveria ser de diálogo e pluralidade”, declarou.

A presidente da comissão, vereadora Juhlia Santos negou que tenha havido censura. Segundo ela, por questão de ordem, foi definido previamente que os parlamentares falariam apenas após a participação do público presente. “Talvez ele venha de um universo onde determina as coisas, só que esta Casa não irá servir ao bel-prazer das pessoas. Enquanto eu estiver assumindo qualquer atividade aqui, nós iremos seguir o combinado — e o combinado foi ouvir os convidados e, depois, os vereadores”, afirmou.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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