Em coletiva após a votação em plenário nesta quarta-feira (4), Tadeu afirmou que a decisão de aceitar a indicação não estava inicialmente nos seus planos.
“De vez em quando os nossos cálculos não são os cálculos de Deus. Ou seja, a gente tem que saber quais são os destinos que ele coloca para todos nós”, disse. Ele admitiu que avaliava “uma outra construção” política e aguardava mais tempo para decidir o futuro, mas disse que
“Eu realmente estava pensando em fazer uma outra construção, aguardando, quem sabe até ter um pouco mais de tempo para tomar uma decisão, com um pouco mais de calma. Mas, dado o movimento que aconteceu aqui na Casa, vocês sabem, nós abrimos uma vaga, praticamente sete deputados começaram a concorrer a essa vaga, e por um movimento dos próprios candidatos, e de uma certa forma dos 77 deputados, não é à toa que o apoiamento ao meu nome foi feito por todos, 77 parlamentares aqui dessa Casa, nós tivemos que fazer esse recálculo, digamos assim, e com muita honra, com muito orgulho, antecipei essa decisão e coloquei meu nome à disposição do Tribunal”, afirmou.
Apesar da mudança, o presidente da ALMG afirmou que não pretende se envolver diretamente nas articulações eleitorais para o governo de Minas em 2026. “Continuo, obviamente, aqui na Assembleia, na discussão política partidária, até o final dessa minha legislatura, mas não pretendo me envolver, obviamente, diretamente nessa discussão”, disse.
Ele reforçou que, até a ida ao Tribunal, continuará atuando na Assembleia. “Continuo aqui na Assembleia, na discussão política partidária, até o final dessa minha legislatura”. A posse no Tribunal depende agora de nomeação pelo governador, mas Tadeu já indicou que pretende continuar no ALMG até o fim do ano.