A terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na
Roseno da Silva seria um dos principais operadores do núcleo de coerção que intimidava jornalistas, ex-funcionários do grupo Master e outros indivíduos considerados críticos às atividades do grupo. Ainda de acordo com a decisão, o homem usava da sua experiência e contatos decorrentes da carreira policial para auxiliar na obtenção de dados sensíveis e monitoramento de alvos da organização criminosa.
Vorcaro teria ‘ocultado’ R$ 2,2 bilhões de clientes do Master em conta do pai Caso Master: cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel se entrega à Polícia Federal
“Marilson Roseno da Silva participava da estrutura logística destinada à execução dessas atividades de monitoramento, contribuindo para a identificação de pessoas de interesse da organização e para a realização de diligências informais voltadas à obtenção de dados pessoais, localização de indivíduos e levantamento de informações estratégicas”, escreve o magistrado.
Ainda de acordo com as investigações, o suspeito era
Em sua decisão, Mendonça destacou que as provas documentais demonstram que o grupo de Vorcaro, conhecido como “A Turma”, atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas, o que configura “característica típica de organizações criminosas”. O ministro detalha elementos reunidos na investigação apontando que o banqueiro estava tentando obstruir as investigações.
“Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça”, disse.
Em nota, a defesa de Vorcaro nega que ele tenha tentado atrapalhar as investigações do escândalo financeiro do Master. Os advogados afirmam que o banqueiro sempre esteve “à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.
Um dos alvos do grupo, e que motivou a decisão de Mendonça, era o
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Marilson Roseno da Silva. O espaço segue aberto para manifestação.
Veja a nota da defesa de Daniel Vorcaro
A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.
A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.
Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.