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PDT aprova entrada em federação com Solidariedade, PRD e Avante após não atingir o desempenho

Decisão busca garantir acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral. Partido também aprovou indicativo favorável à inclusão do PSB, mas negociações ainda dependem de aval das executivas e do TSE

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PDT aprova entrada em federação com Solidariedade, PRD e Avante após não atingir cláusula de desempenho
PDT aprova entrada em federação com Solidariedade, PRD e Avante após não atingir cláusula de desempenho • Wilson Dias/Agência Brasil

O Diretório Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira (6), o ingresso do partido em uma federação partidária formada por Solidariedade, PRD e Avante. A medida foi tomada após a legenda não alcançar a cláusula de desempenho nas eleições de 2026, requisito que condiciona o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda eleitoral. A federação ainda precisará ser analisada e homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a decisão, o PDT tenta evitar as restrições previstas para partidos que não atingiram o desempenho mínimo exigido pela legislação eleitoral.

Além do PDT, Avante e a federação formada por PRD e Solidariedade também ficaram abaixo dos critérios estabelecidos. Ao atuarem em conjunto, as legendas poderão somar o desempenho obtido nas urnas para cumprir a cláusula de desempenho.

Caso a federação seja oficializada, os partidos passarão a funcionar como uma única bancada no Congresso Nacional e deverão permanecer unidos por, no mínimo, quatro anos.

Durante a mesma reunião, a Executiva Nacional do PDT aprovou um indicativo favorável para que o PSB também integre a federação.

No entanto, a entrada da legenda ainda depende de negociações internas e de deliberação das executivas nacionais dos partidos envolvidos.

Construção da aliança

A base da federação começou a ser formada em junho de 2025, quando Solidariedade e PRD oficializaram a união.

Na ocasião, o Avante optou por permanecer fora da composição, mas posteriormente iniciou negociações para integrar o grupo. Antes da decisão atual, o partido chegou a avaliar alternativas, como uma incorporação ao Solidariedade, caso a ampliação da federação não fosse autorizada pela Justiça Eleitoral.

O PDT também analisou diferentes cenários antes de definir sua estratégia. Dez dias antes da decisão, dirigentes da legenda defendiam como prioridade uma federação com o PSB, presidido por João Campos.

As conversas entre os dois partidos, porém, enfrentaram obstáculos políticos nos últimos anos, especialmente após o rompimento entre os irmãos Ciro Gomes e Cid Gomes no Ceará, que resultou na saída de Cid do PDT para o PSB em 2024 e, posteriormente, na filiação de Ciro ao PSDB em 2025.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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