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Participação em Ministério de Lula gera racha em PP nacional

A indicação de um ministro do PP para o Governo Lula tem provocado tensão entre grupos dentro do Progressistas, que foi base no Governo Bolsonaro e tem votado com a gestão petista

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Partido Progressistas
Partido Progressistas  • Divulgação/PP

A participação no primeiro escalão do Governo Lula está provocando um racha no Progressistas (PP), partido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Conforme a coluna adiantou, no segundo semeste, a gestão petista vai abrir espaço para PP e para o Republicanos. Os nomes cotados são dos deputados André Fufuca (PP) e Silvinho Costa (Republicanos) que, inclusive, se reuniram com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), na última segunda-feira (18).

Dentro do PP, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é uma das vozes contrárias à indicação de um ministro para o governo petista. A ala, da qual a senadora faz parte, afirma que se houver participação no primeiro escalão, não será um indicação formal do PP.

"Está uma briga dentro do partido. Muitos querem indicar, mas alguns estão sendo contra", afirmou uma das fontes da coluna. Apesar das insatisfações, ninguém ameaçou deixar a legenda. Ainda segundo integrantes da sigla, mesmo com resistência interna, o PP não só deve ter um ministro como vai, em sua maioria, continuar votando com o Governo Lula.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.