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Pacote de segurança tenta prevenir ameaças que vêm ocorrendo contra autoridades públicas, diz especialista

Diretor-executivo para as Américas da Eurasia, Christopher Garman, lembrou que o incidente no qual o ministro do STF Alexandre de Moraes foi hostilizado não é um caso isolado

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Pacote de segurança tenta prevenir ameaças que vêm ocorrendo contra autoridades públicas, diz especialista.
Pacote de segurança tenta prevenir ameaças que vêm ocorrendo contra autoridades públicas, diz especialista. • CNN Brasil

O diretor-executivo para as Américas da Eurasia, Christopher Garman, disse à CNN neste sábado (22) que o pacote de medidas de segurança apresentado pelo governo federal “tenta prevenir as várias ameaças que vêm ocorrendo contra autoridades públicas”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na sexta-feira (21), o Programa de Ação na Segurança (PAS), um pacote com ações voltadas à Segurança Pública, que além de aumentar as penas para crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito, também promove uma ampla restrição na circulação e acesso a armas no país.

Um dos projetos de lei aumenta as penas para crimes que atentem contra a vida ou contra a integridade física e a liberdade de autoridades políticas, “com fim de alterar a ordem constitucional democrática”.

O anúncio ocorre uma semana depois do episódio no qual o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua família foram vítimas de hostilidades no aeroporto internacional de Roma. “Esse incidente do ministro Alexandre de Moraes não é isolado, houve outras ameaças contra autoridades ao longo do último ano”, falou Garman.

Ele também explicou que o pacote de medidas é uma consequência direta dos atos criminosos de 8 de janeiro, mas pode apresentar um custo político dependendo da narrativa que oposição construir em torno das medidas.

“Existe um custo associado a esse endurecimento porque, de forma não intencional, pode aprofundar as bases da divisão, na medida que o campo oposicionista pode capitalizar essas medidas como censura”, disse Garman.

*Entrevista produzida por Duda Cambraia, da CNN, em São Paulo