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Pacheco diz ter sido 'personagem involuntário' na derrota de Messias ao STF

Senador nega ter atuado contra indicação do AGU e defende reaproximação entre Lula e Alcolumbre após crise entre Planalto e Senado

Por, Brasília
Rodrigo Pacheco e Jorge Messias durante a sabatina ocorrida no Senado; AGU teve o nome rejeitado para o STF
Rodrigo Pacheco e Jorge Messias durante a sabatina ocorrida no Senado; AGU teve o nome rejeitado para o STF • Andressa Anholete/Agência Senad

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou nesta sexta-feira (29) que foi um "personagem involuntário" no processo que culminou na rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente do Senado negou ter participado de qualquer articulação para barrar o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De minha parte, absolutamente nenhuma. Eu acabei sendo um personagem involuntário dessa história, porque em algum momento meu nome foi cogitado pelos colegas senadores, pelas colegas senadoras, mas de minha parte sempre houve um bom entendimento, uma boa aceitação em relação à opção do presidente da República

Rodrigo Pacheco, senador

 

A declaração foi dada ao ser questionado sobre especulações de que teria atuado junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para dificultar a aprovação de Messias. Pacheco rejeitou a hipótese e afirmou que sempre respeitou a prerrogativa do presidente da República de indicar ministros para a Corte.

 

Ao comentar os desdobramentos da derrota do governo no Senado, o parlamentar defendeu uma recomposição da relação entre Lula e Alcolumbre, que se desgastou após a votação.

"Eu espero que haja uma remediação dessa relação entre o presidente do Senado, o comando do Senado Federal, com o presidente Lula, porque isso é muito importante para o Brasil, para as instituições conversarem, dialogarem", afirmou.

Lula tentou convecê-lo

Pacheco também comentou sua relação pessoal com o presidente da República e afirmou que os dois mantêm uma convivência respeitosa.

"Minha relação com o presidente Lula é muito boa, sempre foi muito boa. Nós nos gostamos, temos apreço um pelo outro", declarou.

O senador revelou ainda que Lula chegou a pedir que ele reconsiderasse a decisão de não disputar as eleições de 2026 em Minas Gerais, mas afirmou que manteve a escolha de encerrar seu ciclo político.

"Ele havia feito um pedido a mim que refletisse a respeito disso, eu refleti ao longo desse tempo e mantive a minha decisão que já havia sido antes tomada", disse.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio