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Podemos rejeita aliança com Flávio Bolsonaro e opta por neutralidade na eleição

Decisão anunciada por Renata Abreu frustra articulações do candidato do PL, que também teve apoio rejeitado por Republicanos e pela federação União Brasil-PP

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Podemos decide ficar neutro na disputa presidencial e amplia dificuldades de Flávio Bolsonaro para formar alianças • Câmara dos Deputados

A presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), anunciou nesta terça-feira (4) que o partido permanecerá neutro na disputa pela Presidência da República. A decisão representa mais um revés para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que buscava ampliar sua aliança eleitoral e contava com o partido entre os possíveis apoiadores.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Renata afirmou que a decisão foi construída após consulta aos diretórios estaduais da legenda e defendeu que a neutralidade reflete o cenário político vivido pelo partido: "Depois de ouvir o partido de norte a sul, de construir essa decisão de forma coletiva, o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial. Essa posição representa milhões de brasileiros que não aguentam mais ver a divisão ocupar o lugar da união, o confronto ocupar o lugar do diálogo e a polarização ocupar o lugar das soluções."

Nos bastidores, interlocutores de Flávio Bolsonaro procuraram Renata Abreu nos últimos dias para discutir uma possível aliança. Segundo relatos de aliados, durante as conversas chegou a ser cogitada a possibilidade de a deputada integrar a chapa presidencial como candidata a vice.

Após consultar os diretórios estaduais, no entanto, Renata optou por manter sua candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados. Entre os fatores que pesaram na decisão está o fato de o Podemos manter alianças regionais tanto com partidos da oposição quanto com legendas da base do governo, como o PT, em estados como Ceará e Piauí. A decisão se soma à neutralidade já anunciada pela federação União Brasil-PP e pelo Republicanos, reduzindo as possibilidades de ampliação da coligação de Flávio Bolsonaro na reta final das convenções partidárias.

Com isso, cresce a possibilidade de o senador disputar a Presidência em uma chapa "puro-sangue" do PL, sem o apoio formal de outras legendas. A dificuldade para fechar alianças também atrasou a definição do candidato a vice-presidente. Flávio informou que pretende anunciar o nome até 15 de agosto, prazo final para alterações e registro das candidaturas.

Além do impacto político, a falta de coligações também influencia o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, já que alianças partidárias ampliam o espaço destinado aos candidatos durante a campanha.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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