Os bastidores da troca de Efrain, o número 2 do Ministério de Minas e Energia
Mudança está relacionada a questões técnicas e políticas

A troca do secretário-executivo do Ministério de Minas, publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (11), está relacionada, de acordo com apuração da coluna, com dois pilares específicios: o perfil técnico da pasta e com a necessidade de diminuir uma possível influência de atores da Câmara dos Deputados dentro do Ministério.
Saiu Efrain Pereira da Cruz, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e entrou Arthur Cerqueira Valério, Advogado da União desde 2006 e que atuava desde janeiro de 2023 como consultor jurídico do Ministério de Minas e Energia (MME).
O trânsito de Efrain junto aos grupos do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) estariam entre os incomodos políticos na pasta. Elmar chegou a ser indicado para o Ministério de Minas e Energia, com apoio do empresário Carlos Suarez, que é o o S da construtora OAS. O Rei do Gás, como é conhecido, tem forte influência na Câmara.
A gestão da pasta também estaria avançando na premissa inicial de ter um quadro absolutamente técnico. O primeiro cotado do Ministro Alexandre Silveira (PSD-MG) para assumir a posição, no início do mandato de Lula, era Bruno Eustaquio que havia sido secretário-executivo do próprio MME no governo de Jair Bolsonaro (PL-RJ) e exatemente por isso foi vetado pelo Palácio do Planalto.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



