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Orçamento de 2027 ganha R$ 10 bilhões de folga para cumprir meta fiscal

Projeto enviado pelo governo ao Congresso amplia espaço para investimentos e mantém meta de superávit de R$ 73,2 bilhões

Por e 
Separação dos gastos é um passo importante para controlar o orçamento
Orçamento de 2027 ganha R$ 10 bilhões de folga para cumprir meta fiscal • Freepik

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 abriu um espaço de R$ 10,1 bilhões acima da meta fiscal prevista para o próximo ano. A proposta mantém o objetivo de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas projeta um resultado ajustado de R$ 83,4 bilhões, o que cria uma margem para cumprir a regra do arcabouço fiscal. O PLOA foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), último dia do prazo.

Segundo o Ministério do Planejamento, essa margem oferece mais segurança para que o governo cumpra o centro da meta fiscal, mesmo diante de eventuais oscilações de receitas e despesas ao longo do ano.

Diferentemente do Orçamento de 2026, o governo afirma que o resultado será obtido com a evolução das receitas já previstas e pelo controle do crescimento das despesas dentro das regras do novo arcabouço fiscal. A equipe econômica acredita que novas medidas de aumento de arrecadação para alcançar a meta não serão necessárias.

O limite de despesas primárias para 2027 foi fixado em:
R$ 2,576 trilhões, um crescimento de
R$ 183,8 bilhões em relação ao orçamento de 2026. O aumento segue a regra do arcabouço fiscal.

Divisão dos gastos e investimentos

Apesar do aumento nominal dos gastos, o governo destaca que as despesas obrigatórias passaram a representar
91,7% do total das despesas primárias, ante
92,4% em 2026. Os gastos previdenciários seguem sendo a maior parte da fatia.

Em proporção do PIB, elas também recuam de 17,5% para 17,3%. Na prática, essa redução abre um espaço maior para gastos discricionários.

Do aumento total de R$ 183,8 bilhões no limite de despesas, R$ 145,1 bilhões serão consumidos pelo crescimento das despesas obrigatórias, enquanto R$ 38,7 bilhões ampliarão o espaço para despesas discricionárias.

Entre elas estão investimentos em infraestrutura, funcionamento de ministérios, universidades, hospitais federais e outras políticas públicas.

O governo reservou:

* R$ 272,2 bilhões para a Saúde, exatamente o piso constitucional.
* R$ 141,2 bilhões para a Educação, acima do piso de R$ 138,8 bilhões.
* R$ 133,8 bilhões para investimentos, bem acima do mínimo exigido de R$ 88,7 bilhões.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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