Itatiaia

Oposição acompanha sessão do STF em comissão do Senado, que também é suspensa

Parlamentares acompanharam o julgamento em tempo real e interromperam os trabalhos após suspensão da sessão no Supremo

Por
Senadora Damares Alves rebateu críticas do PSOL e negou culpa em situação do povo Yanomami
Após neutralidade do Oposição aproveitou audiência no Senado para acompanhar sessão do STF e reforçar críticas à Corte, Damares reafirma apoio a Flávio Bolsonaro e diz que será "a maior cabo eleitoral" da campanha • Reprodução

Parlamentares da oposição transformaram a reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado em um espaço de acompanhamento da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

A audiência pública, convocada para discutir os reflexos institucionais do julgamento, foi interrompida ao mesmo tempo em que o plenário do Supremo suspendeu os trabalhos. A expectativa é que as duas sessões sejam retomadas ainda nesta terça-feira (15). Durante a reunião da comissão, senadores e deputados da oposição fizeram críticas à atuação do Supremo e afirmaram que a Corte vive uma crise de credibilidade.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) voltou a defender a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, afirmando que essa seria a forma de restabelecer a confiança na instituição.

Na mesma linha, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que o cenário atual do Supremo é motivo de preocupação e voltou a questionar decisões da Corte relacionadas aos atos de 8 de Janeiro.

Julgamento no Supremo é acompanhado em tempo real

A audiência foi requerida pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para debater os impactos institucionais do julgamento do STF sobre direitos fundamentais e sobre as competências constitucionais do Senado.

Ao longo da sessão, os parlamentares acompanharam em tempo real os votos e manifestações dos ministros. Reações de apoio e críticas marcaram o andamento da reunião, especialmente durante as falas do presidente do STF, Edson Fachin, dos ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino.

O plenário do Supremo analisa a validade de um relatório produzido pela Polícia Federal por determinação de André Mendonça e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República sustenta que Mendonça não poderia ter determinado diligências envolvendo outro ministro da Corte sem autorização prévia do plenário.

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

Belo Horizonte