O aviso de Pimentel sobre os rumos da Emgea, estatal presidida pelo ex-governador
Petista comunicou que empresa não será privatizada e vai mudar planejamento de 2023 que seguia o PNE
Seguindo para a terceira semana depois de ser empossado como presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), estatal vinculada ao Ministério da Fazenda, o ex-governador Fernando Pimentel (PT) já gerou comentários internos no governo: bateu de frente com o Programa Nacional de Desestatização (PNE), elaborado na gestão Paulo Guedes e que previa a inclusão da Emgea entre seus ativos para serem privatizados.
Pimentel, nas primeiras reuniões com a diretoria, chegou avisando que a Emgea não será privatizada e que o caminho a ser tomado, na verdade, é o contrário, pela gestão de ativos públicos a partir de parcerias com outras autarquias e pastas do governo federal e, também, do mercado.
A coluna apurou que todo o planejamento de 2023 da Emgea foi elaborado para seguir as diretrizes do PNE - passando, por exemplo, pela venda de ativos, como imóveis e licenças, e diminuição da presença da empresa no mercado. Pimentel quer mudar essa rota.
Pouco conhecida do público em geral, a Emgea tem um papel importante - e bilionário: é a responsável pela gestão dos ativos, entre bens e direitos, da União e das entidades que integram a gestão pública do governo federal.
Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.
