‘Nunca parou’, afirma Flávio Dino sobre investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco
Ministro da Justiça evitou responder sobre negociação com Ronnie Lessa por delação premiada: ‘juridicamente, só há delação quando há homologação’

O ainda ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, evitou responder, nesta terça-feira (23), sobre uma negociação da Polícia Federal (PF) com o policial militar expulso Ronnie Lessa por uma delação premiada que pode encerrar as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu em março de 2018, e Lessa está detido desde 2019. Ele é o principal suspeito de ter efetuado os disparos que mataram Marielle e Anderson. “Se existe outra delação? [Além da de Élcio Queiroz no ano passado]. Não. Ainda não. Só há delação quando há homologação. O que posso garantir é que o caso jamais esteve parado”, afirmou. A delação de Élcio Queiroz, citada por Dino, apresentou provas concretas que conduzem à autoria do crime e confirmou Lessa como o atirador. “Não posso detalhar casos concretos. Nunca olhei inquérito nenhum", acrescentou Dino.
Saída do Ministério da Justiça. O ministro da Justiça, Flávio Dino, deixará o cargo na próxima terça-feira (30), segundo confirmou durante coletiva nesta terça. No dia 31, o ministro Ricardo Lewandowski assume a pasta. A cerimônia de posse com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorrerá no dia seguinte, 1º de fevereiro.
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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



