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No Paraguai, Lula fala em reeleição e promete fortalecer o Mercosul

Presidente defende que bloco seja tratado como política de Estado e diz que integração não pode depender das mudanças de governo

PorBrasília
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão Plenária da 68.ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, Países Associados e Convidados Especiais, no salão de Plenária do Centro de Convenções da Conmebol
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão Plenária da 68.ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, Países Associados e Convidados Especiais, no salão de Plenária do Centro de Convenções da Conmebol • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (30) que o Mercosul seja fortalecido institucionalmente para não depender da orientação política dos governos eleitos em cada país. Em discurso na 68ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, o petista afirmou que o bloco precisa ser tratado como uma política de Estado e disse que continuará sendo prioridade para o Brasil, independentemente do resultado das eleições presidenciais.

"O Mercosul não pode funcionar de acordo com a eleição desse ou daquele presidente. Se não, a gente nunca vai ter um bloco realmente forte e funcionando", afirmou.

 

O presidente afirmou que a alternância de governos costuma interromper projetos de longo prazo e comparou esse processo a subir e descer uma escada sem alcançar o objetivo final.

 

"Eu sei o que é você subir 12 degraus de uma escada e depois de um ano descer esses 12 degraus. Depois você sobe mais 12 e volta mais 12. Você nunca consegue chegar àquilo que é o sonho das pessoas", declarou.

Ao falar sobre o cenário político brasileiro, Lula também falou sobre sua disputa a reeleição neste ano. Segundo ele, a candidatura tem como objetivo preservar a democracia e dar continuidade às políticas implementadas por seu governo.

"Vou concorrer para garantir que o Brasil mantenha-se como país democrático, porque não é possível imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes", afirmou.

Críticas ao antecessor

Na parte improvisada do discurso, Lula fez um balanço de seus mandatos e afirmou que seu governo voltou a reduzir a fome, ampliar o emprego e retomar o crescimento econômico. Também disse que encontrou, ao retornar ao Palácio do Planalto em 2023, obras públicas paralisadas e estruturas ministeriais desmontadas - em uma crítica ao seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro - pai do principal concorrente de Lula na disputa de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na parte final da fala, Lula voltou ao tema da integração regional e afirmou que o Mercosul deve sobreviver às mudanças de governo nos países-membros.

"Acreditem: independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade para o Brasil", disse.

O presidente também defendeu que divergências entre os integrantes do bloco sejam resolvidas por meio do diálogo e afirmou que esse é o caminho para consolidar um projeto comum de integração econômica, política e cultural.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio