Governo tenta construir acordo para votar PEC da Misoginia; impasse envolve liberdade religiosa
Segundo líder do PL, articulações avançam após reunião entre Hugo Motta e Tabata Amaral; texto ainda enfrenta resistência da oposição

O governo tem juntado forças nas articulações para tentar votar a chamada PEC da Misoginia na Câmara dos Deputados. Segundo fontes durante a reunião de líderes desta terça-feira (30), ainda há impasses em torno do texto, especialmente em relação a dispositivos ligados à liberdade religiosa.
De acordo com o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou aos líderes que conversou com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre a tramitação da proposta. Segundo Sóstenes, Tabata teria afirmado que a direita ainda não apresentou uma posição unificada sobre o apoio ao texto, o que levou as lideranças a iniciarem uma nova rodada de negociações para buscar consenso antes da votação.
Ainda conforme o relato feito na reunião, o principal ponto de divergência neste momento seria a redação relacionada à garantia da liberdade religiosa, tema que segue sendo discutido entre governo, oposição e parlamentares independentes.
As conversas entre os líderes continuavam ao longo da tarde do dia. A expectativa é que, caso haja acordo sobre os pontos pendentes, a proposta possa ser pautada para votação ainda nesta semana.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


