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No G7, Lula defende regulação das big techs em meio a julgamento no STF

Presidente associou proteção de crianças e combate a crimes digitais à responsabilização das plataformas

Por, Brasília
residente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7
residente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (17) uma maior regulação das plataformas digitais e das ferramentas de inteligência artificial durante participação em um debate do G7, na França. O discurso ocorre no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento dos recursos apresentados por empresas como Google e Facebook contra a ampliação da responsabilidade das plataformas sobre conteúdos publicados por usuários.

Durante o encontro, Lula afirmou que a regulação do ambiente digital é "central para proteger direitos fundamentais" e citou crimes como discursos de ódio, desinformação, pedofilia, exploração sexual de crianças e violência contra mulheres.

"O engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vivido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público", declarou.

O presidente também destacou a aprovação do Estatuto Digital para Crianças e Adolescentes e afirmou que o Brasil adotou novas regras de responsabilidade para plataformas digitais e empresas de inteligência artificial com o objetivo de prevenir crimes no ambiente virtual.

As declarações dialogam diretamente com a discussão em andamento no STF. A Corte analisa recursos das big techs contra a decisão que ampliou a possibilidade de responsabilização das plataformas por conteúdos ilícitos publicados por terceiros. As empresas argumentam que mudanças nas regras podem afetar a liberdade de expressão e gerar insegurança jurídica.

 

Por outro lado, ministros que defendem a revisão do atual modelo sustentam que as plataformas precisam ter deveres mais amplos para combater conteúdos criminosos, especialmente em casos envolvendo ataques à democracia, exploração sexual infantil, racismo, terrorismo e violência digital.

No discurso na França, Lula também criticou a concentração do mercado global de tecnologia e defendeu mecanismos internacionais de governança para a inteligência artificial. Segundo ele, sem regulação adequada, as novas tecnologias podem ampliar desigualdades e ameaçar direitos fundamentais.

A decisão do STF deverá servir de referência para todo o Judiciário brasileiro até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica sobre a responsabilidade das plataformas digitais.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio