Os bastidores da reunião que pôs fim à candidatura de Cleitinho
Sem Cleitinho, PL avalia se apoia Aro ou segue outro caminho

A reunião em Brasília, nesta segunda-feira (3), que culminou com o fim da candidatura do senador Cleitinho teve a presença do ex-secretário de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro (PP), que foi justamente a alternativa abraçada antes de o Republicanos sinalizar que desistiria de Cleitinho.
O encontro que durou cerca de cinco horas teve a presença do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, do presidente estadual, Euclydes Pettersen, do senador Cleitinho, do seu pretenso vice, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e da esposa dele, a deputada estadual, Ludmila Falcão (Republicanos).
O único integrante presencial da reunião, fora do Republicanos, era Marcelo Aro que foi levado pelo deputado estadual Pastor Carlos Henrique (Republicanos).
No encontro, Aro insistiu em ocupar a cabeça de chapa, disse que abriu mão da candidatura para o Senado, sendo tarde para retroceder. O ex-deputado teve apoio de Antônio Rueda, presidente da federação União Brasil/Republicanos que entrou no debate por telefone.
Cleitinho reforçou sua condição de ter Falcão como vice, mas não convenceu e, diante da pressão, desistiu de disputar o pleito. Na sequência, saiu da sala com Pereira e Pettersen e foi gravado o vídeo em que o senador chora e afirma que não será candidato porque não está bem, em função da morte do irmão.
Rejeição
Diante do impasse, permanece a indefinição. Aro vai brigar pela cabeça de chapa, mas enfrenta rejeição dentro do Republicanos e do PL que tem deputados, vereadores e outras lideranças contrárias ao ex-secretário.
PL
O Partido Liberal parte para um novo plano para redesenhar uma candidatura com uma aliança forte não descarta apresentar um nome. Os empresários Vittóroo Medioli e Flávio Roscoe permanecem cotados.
O ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, por exemplo, não vai apoiar a candidatura de Aro. Pelo que a coluna apurou, Cleitinho também pode se recusar a declarar apoio a Aro.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



