Nikolas reage após ser chamado de 'moleque' por Haddad e diz que fez governo 'arregar'
Deputado foi criticado pelo ministro da Fazenda pela publicação de um vídeo que desencadeou uma crise envolvendo o Pix

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) postou um vídeo em sua conta no Instagram rebatendo as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que o chamou de 'moleque' durante uma entrevista na semana passada ao portal ICL Notícias.
Nikolas, por sua vez, disse que fez o governo federal 'arregar' e revogar as medidas. "Um moleque que, por acaso, fez vocês arregarem. Um deputado que, por acaso, 1.492.000 votos", disse ele no vídeo.
Entenda a crise do Pix
Em janeiro, o governo anunciou que a Receita Federal iria monitorar os dados sobre transações de todas as operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento. Além das informações sobre os cartões em si, o Fisco iria acompanhar, inclusive, os dados sobre transferências feitas via Pix. Antes, o leão já acompanhava os dados vindos de bancos tradicionais, públicos e privados.
A medida causou repercussão negativa e deu brecha para publicações de fake news nas redes sociais. Algumas informações sobre uma possível taxação do Pix começaram a circular intensamente. Políticos de oposição aproveitaram a oportunidade para criticar o governo, sendo que o vídeo de Nikolas Ferreira viralizou.
“Não, o Pix não será taxado. Mas é bom lembrar que a comprinha da China não seria taxada, foi. Não teria sigilo, mas teve. Você ia ser isento do Imposto de Renda, não será mais”, afirma Nikolas no vídeo. “Qual o objetivo real dessas medidas? Arrecadar mais impostos, tirar dinheiro do seu bolso”, disse o deputado em um trecho do vídeo.
Acuado, o governo federal negou a criação ou a elevação de tributos para esse meio de transferência e pagamento, mas o estrago já estava feito e a medida acabou sendo revogada.
Editor de Política. Formado em jornalismo pela Newton Paiva e pós-graduado em comunicação empresarial pela Universidad de Barcelona (ESP). Já trabalhou no Lance!, no Diários Associados e em O Tempo.


