‘Não há país forte quando o crime organizado está governando’, diz Tarcísio
Fala ocorreu durante uma reunião com governadores de direita nessa quinta-feira (30)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu, mais uma vez, a criação de um projeto de lei para classificar o crime organizado como terrorismo. Segundo ele, a medida é necessária para fortalecer o combate às facções no país.
“Não vai haver país forte quando o crime organizado está governando. E aí, mudanças na legislação são fundamentais […] para que a gente possa endurecer penas e aumentar o custo do crime”, afirmou Tarcísio, que ressalto ainda que “o que o PCC fez em São Paulo, em 2006, é terrorismo”, em referência à onda de ataques promovida pela facção naquele ano.
As falas aconteceram durante participação de Tarcísio de Freitas, por chamada de vídeo, em uma reunião de governadores de direita, nesta quinta-feira (30). Participaram Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, além de Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal.
Leia também:
- Lewandowski diz que operação no RJ foi planejada e nega participação do governo federal
- ‘Precisamos reagir’ ao crime organizado, mas ‘com inteligência’, diz Barroso
- ‘Expectativa da saúde é retomar o mais rápido possível’, diz ministro sobre o RJ
O encontro foi organizado na esteira da megaoperação contra alvos do Comando Vermelho, que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro na terça-feira (28). A atuação das autoridades fluminenses foi elogiada pelo governador paulista, que lamentou a morte de policiais envolvidos e colocou os agentes de São Paulo à “completa disposição” do Rio.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



