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PT reduz fatia do fundo eleitoral para Lula e amplia recursos para candidaturas ao Senado

Executiva Nacional redistribui R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral; participação das campanhas ao Senado quase quintuplica em relação a 2022

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Lula participa do encerramento do 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores
PT reduz fatia do fundo eleitoral para Lula e amplia recursos para candidaturas ao Senado • Reprodução/ Site oficial do PT

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou, nesta sexta-feira (3), uma nova divisão dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como "fundão eleitoral", reduzindo a fatia destinada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ampliando significativamente os recursos para as candidaturas ao Senado Federal.

Pela distribuição aprovada, a campanha de reeleição de Lula ficará com 20,64% dos R$ 615 milhões destinados ao partido pelo fundo eleitoral. Na prática, o presidente deverá contar com aproximadamente R$ 126 milhões para a disputa presidencial de outubro.

Em comparação com a eleição de 2022, a participação da campanha presidencial na divisão dos recursos foi reduzida. Naquele pleito, Lula recebeu 26,03% dos cerca de R$ 503 milhões destinados ao partido, o equivalente a aproximadamente R$ 130,9 milhões.

Senado ganha prioridade

A principal mudança na distribuição dos recursos ocorreu nas campanhas ao Senado. Em 2022, os candidatos petistas à Casa receberam apenas 2,48% do Fundo Eleitoral, cerca de R$ 12,4 milhões. Agora, a Executiva Nacional elevou essa participação para 10,08%, o que representa aproximadamente R$ 61,9 milhões, quase cinco vezes o valor destinado na eleição anterior.

A decisão ocorre em um cenário em que a renovação de dois terços das cadeiras do Senado é considerada estratégica pelos partidos para ampliar influência política na próxima legislatura.

A distribuição aprovada para 2026 ficou da seguinte forma:

  • Presidente da República: 20,64%;
  • Senado Federal: 10,08%;
  • Governadores: 11,70%;
  • Deputados federais: 43,06%;
  • Deputados estaduais: 8,13%;
  • Fundo de reserva: 6,40%.

Comparação com 2022

Na eleição passada, a divisão havia sido:

  • Presidente: 26,03%;
  • Senado: 2,48%;
  • Governadores: 8,34%;
  • Deputados federais: 29,41%;
  • Deputados estaduais: 2,42%.

Além do aumento destinado ao Senado, a nova distribuição também amplia os recursos para as campanhas de governadores, deputados federais e deputados estaduais, enquanto reduz proporcionalmente a fatia reservada à disputa presidencial.

A definição dos critérios de distribuição do Fundo Eleitoral é feita por cada partido político, que possui autonomia para estabelecer a divisão dos recursos entre seus candidatos, respeitando as regras da legislação eleitoral.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.