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'Não está na nossa ordem privatizar o Pix', diz Haddad

Ao anunciar tarifa de 50% sobre importados do Brasil, Trump mandou o USTR investigar práticas que estariam prejudicando a competitividade de empresas dos EUA

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad • Washington Costa | Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo ainda não entende o que os Estados Unidos querem ao citar o Pix na investigação comercial aberta contra o Brasil. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil.

Ao anunciar uma tarifa de 50% contra os importados brasileiros, o presidente norte-americano Donald Trump orientou o escritório do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) a abrir uma investigação comercial contra o Brasil por práticas que estariam, supostamente, afetando a competitividade de produtos e empresas dos EUA no mercado nacional.

"Tem questões que não estão claras para nós. A conversa esbarra numa percepção de que o Pix concorre, e ele não concorre. Ele concorre com o papel moeda, pois ele é eletrônico. É um expediente que não pretendemos abrir mão", enfatizou Haddad.

"Queremos proteger as conquistas dos trabalhadores brasileiros, e vamos continuar fazendo isso independente da medida que vai ser tomada."

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