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'Não dá para aceitar ingerência', afirma Lula sobre as tensões internacionais nas eleições

Lula elogia novamente o sistema eleitoral brasileiro das urnas eletrônicas e diz que ao invés de questionamentos, outros países deveriam pedir apoio para implementarem algo semelhante

PorBrasília
Lula sanciona novas regras para frete rodoviário.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. • Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “não dá para aceitar ingerência” nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), durante entrevista ao podcast Os Três Elementos, em referência ao aumento da tensão internacional e manifestações de líderes estrangeiros da extrema-direita, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a política brasileira.

Sem citar nomes, Lula criticou possíveis tentativas de interferência externa no processo eleitoral e afirmou que adversários políticos não devem tentar influenciar a disputa presidencial por meio de “mentiras”. O presidente também fez referência à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL.

“Não dá para ninguém imaginar que vai derrotar o país com mentiras. Não dá para ninguém pensar que vai se intrometer de fora aqui para disputar as eleições. Se quiserem fazer em outro país, que façam. Aqui no Brasil não vão fazer. Porque eu quero, de uma vez só, se for para disputar as eleições, derrotar todos eles juntos”, afirmou.

Durante a entrevista, Lula também defendeu o sistema de votação brasileiro e voltou a elogiar as urnas eletrônicas. Segundo ele, o modelo adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é “o sistema mais honesto” do mundo e representa o “auge da modernidade eleitoral”.

O presidente ainda criticou questionamentos feitos ao sistema eleitoral brasileiro e disse que outros países deveriam buscar conhecer o modelo de votação utilizado no Brasil.

“Não se metam, porque eu duvido que no país deles tenha o sistema eleitoral mais honesto que o nosso. (...) A urna é uma coisa tão importante que, se pudesse roubar, eu não teria sido presidente”, declarou.

Lula acrescentou que, em vez de questionar a segurança das urnas eletrônicas, outros países deveriam pedir apoio ao Brasil para implementar sistemas semelhantes.

“Eles deveriam, ao invés de questionar nossas urnas, pedir para que a gente levasse nossas urnas para eles fazerem uma eleição eletrônica, para eles saberem que nós estamos no auge da modernidade eleitoral”, disse.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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