MPF abre procedimento para monitorar proteção de vereadora de BH ameaçada
Em fevereiro, a parlamentar Juhlia Santos denunciou ter recebido ameaças de morte que condicionavam sua segurança à renúncia do mandato parlamentar

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para monitorar as medidas de proteção à vereadora de Belo Horizonte Juhlia Santos (PSOL). A parlamentar relatou, em fevereiro, estar sendo alvo de ameaças de morte que condicionavam a segurança dela e de seus familiares à renúncia do mandato parlamentar.
Na portaria publicada nesta terça-feira (19) no Diário do MPF, a procuradora Ludmila Junqueira Duarte Oliveira requisita informações sobre a escolta feita pela Guarda Municipal da capital mineira, solicitada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
Segundo consta no documento, Juhlia Santos relatou dificuldades na articulação dos protocolos de segurança entre a Guarda e o Legislativo.
A vereadora já está incluída no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH-MG), após deliberação do conselho responsável no último dia 7 de abril.
A procuradora cita o caso da vereadora de Niterói Benny Briolly (PT), que também foi alvo de ameaças. Para garantir a proteção dela, uma Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF resultou na obrigatoriedade de a União e o Estado do Rio de Janeiro efetivarem medidas de segurança.
No início deste mês, Juhlia Santos voltou a denunciar novas ameaças. A nova intimidação, que aconteceu por meio do número pessoal de WhatsApp da vereadora, dava um prazo de 48 horas para que ela renunciasse ao mandato “para não morrer”.
A presidência da CMBH acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



