Fim da escala 6x1: Motta vai se reunir com relator para definir cronograma de votação
Presidente da Câmara quer levar proposta ao plenário na próxima semana após conclusão dos trabalhos da comissão especial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19) que vai se reunir com o relator do projeto que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), para discutir o texto final da proposta e definir o cronograma de votação.
Segundo Motta, a expectativa é que a reunião aconteça até o fim desta semana. A intenção da Câmara é concluir a análise da proposta na comissão especial e votar o texto diretamente no plenário já na próxima semana.
“Vou me reunir com o relator até o fim da semana. A nossa ideia é manter o cronograma de votação para a semana que vem. A comissão especial sinalizou que até o dia 27 conclui a formatação do texto e nossa ideia é trazer o texto direto para o plenário”, afirmou Motta.
O projeto está em discussão em uma comissão especial criada para analisar o tema e elaborar uma versão final da proposta. A expectativa é que o relator apresente a primeira versão do parecer nesta quarta-feira (20).
Depois de passar pela comissão, o texto ainda precisará ser aprovado pelo plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado Federal. Motta afirmou que ainda não fechou um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas disse acreditar que a proposta terá tramitação rápida na Casa.
O presidente da Câmara defende que o projeto seja aprovado pelos deputados até o fim de maio. Ele também afirmou que pretende se reunir com representantes do setor produtivo para discutir os impactos da medida junto ao empresariado.
Segundo Motta, o relator deve intensificar o diálogo com o governo para tentar construir um consenso sobre a implementação da nova jornada de trabalho.
Parlamentares ligados à base governista defendem que a mudança entre em vigor sem regras de transição. Já representantes do setor empresarial argumentam que a redução da jornada pode elevar custos para as empresas e aumentar a informalidade, defendendo uma implementação gradual.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.



