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Fim da escala 6x1: Motta vai se reunir com relator para definir cronograma de votação

Presidente da Câmara quer levar proposta ao plenário na próxima semana após conclusão dos trabalhos da comissão especial

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Regulamentação de apps pode ir ao plenário até abril, afirma Hugo Motta após reunião com governo
Regulamentação de apps pode ir ao plenário até abril, afirma Hugo Motta após reunião com governo • Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19) que vai se reunir com o relator do projeto que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), para discutir o texto final da proposta e definir o cronograma de votação.

Segundo Motta, a expectativa é que a reunião aconteça até o fim desta semana. A intenção da Câmara é concluir a análise da proposta na comissão especial e votar o texto diretamente no plenário já na próxima semana.

“Vou me reunir com o relator até o fim da semana. A nossa ideia é manter o cronograma de votação para a semana que vem. A comissão especial sinalizou que até o dia 27 conclui a formatação do texto e nossa ideia é trazer o texto direto para o plenário”, afirmou Motta.

O projeto está em discussão em uma comissão especial criada para analisar o tema e elaborar uma versão final da proposta. A expectativa é que o relator apresente a primeira versão do parecer nesta quarta-feira (20).

Depois de passar pela comissão, o texto ainda precisará ser aprovado pelo plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado Federal. Motta afirmou que ainda não fechou um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas disse acreditar que a proposta terá tramitação rápida na Casa.

O presidente da Câmara defende que o projeto seja aprovado pelos deputados até o fim de maio. Ele também afirmou que pretende se reunir com representantes do setor produtivo para discutir os impactos da medida junto ao empresariado.

Segundo Motta, o relator deve intensificar o diálogo com o governo para tentar construir um consenso sobre a implementação da nova jornada de trabalho.

Parlamentares ligados à base governista defendem que a mudança entre em vigor sem regras de transição. Já representantes do setor empresarial argumentam que a redução da jornada pode elevar custos para as empresas e aumentar a informalidade, defendendo uma implementação gradual.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.