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Master era um banco da 3° divisão do futebol, diz Galípolo no Senado

Banco Master era enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial

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Presidente do BC, Gabriel Galípolo
Presidente do BC, Gabriel Galípolo • Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comparou o Sistema Financeiro Nacional ao futebol brasileiro durante sua participação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Na audiência, o chefe da autoridade monetária afirmou que o Banco Master era uma instituição S3, equivalente a um time da terceira divisão.

O conglomerado Master detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.

"É banco S3. É terceira divisão do futebol do sistema financeiro. É um banco que não oferece risco sistêmico, é menos de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. Me parece o que se tem chamado a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, do Banco Central.

Apesar de ser um banco de pequeno porte, a liquidação do banco vai resultar em uma saída de cerca de R$ 40,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) em ressarcimento para credores. Quando se considera a liquidação de outras instituições financeiras ligadas ao caso, o montante ultrapassa R$ 50 bilhões.

Segundo a última atualização do fundo, já foram pagos aproximadamente R$ 39,7 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank), o que representa 97,87% do montante a ser pago.

Para os credores do Will Bank com valores acima de R$ 1.000,00, já foram pagos aproximadamente R$ 5,3 bilhões. Em relação ao Banco Pleno, já foram pagos aproximadamente R$ 4,3 bilhões em garantias.