Master era um banco da 3° divisão do futebol, diz Galípolo no Senado
Banco Master era enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comparou o Sistema Financeiro Nacional ao futebol brasileiro durante sua participação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Na audiência, o chefe da autoridade monetária afirmou que o Banco Master era uma instituição S3, equivalente a um time da terceira divisão.
O conglomerado Master detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
"É banco S3. É terceira divisão do futebol do sistema financeiro. É um banco que não oferece risco sistêmico, é menos de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. Me parece o que se tem chamado a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, do Banco Central.
Apesar de ser um banco de pequeno porte, a liquidação do banco vai resultar em uma saída de cerca de R$ 40,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) em ressarcimento para credores. Quando se considera a liquidação de outras instituições financeiras ligadas ao caso, o montante ultrapassa R$ 50 bilhões.
Segundo a última atualização do fundo, já foram pagos aproximadamente R$ 39,7 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank), o que representa 97,87% do montante a ser pago.
Para os credores do Will Bank com valores acima de R$ 1.000,00, já foram pagos aproximadamente R$ 5,3 bilhões. Em relação ao Banco Pleno, já foram pagos aproximadamente R$ 4,3 bilhões em garantias.
Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia



