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Moraes vota para rejeitar recurso do Discord contra bloqueio dos perfis de Monark

Segundo Moraes, ainda que a ordem de bloqueio tenha sido determinada à plataforma, não cabe à empresa recorrer da decisão em favor de influenciador

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Monark recorreu de decisão de Alexandre de Moraes, que o multou em R$ 300 mil
O influenciador Bruno Monteiro Aiub, o Monark • Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (20) para negar o recurso da plataforma Discord contra a suspensão do perfil do apresentador e influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark.

O caso, que é relatado pelo magistrado, está sendo julgado no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Nessa modalidade os ministros apenas depositam seus votos no sistema da Corte e não há debate entre eles. O julgamento será encerrado na próxima sexta (27).

Segundo Moraes, ainda que a ordem de bloqueio tenha sido determinada ao Discord, não cabe à plataforma recorrer da decisão em favor de Monark. O ministro diz ainda em seu voto que a empresa "não apresentou qualquer argumento minimamente apto a desconstituir os óbices apontados".

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Para o Discord, a nova ordem de bloqueio afeta o exercício de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e manifestação e a proibição da censura, e o viola o princípio da proporcionalidade.

Em seu voto, Moraes afirma que o exercício desses direitos "não pode ser utilizado como verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas".

"Não se confunde LIBERDADE DE EXPRESSÃO com IMPUNIDADE PARA AGRESSÃO. Dessa maneira, uma vez desvirtuado criminosamente o exercício da liberdade de expressão, a Constituição Federal e a legislação autorizam medidas repressivas civis e penais, tanto de natureza cautelar quanto definitivas", diz o ministro.

O julgamento acontece em meio às recentes decisões de Moraes contra outra rede social, o X (antigo Twitter), também suspensa por ordem do ministro.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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