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Moraes manda defesa explicar fala de Eduardo sobre enviar vídeo a Bolsonaro

O ex-presidente é proibido de acessar aparelhos celulares e redes sociais durante durante prisão domiciliar em sua casa, em brasília

Por, Brasília
Jair e Eduardo Bolsonaro
Jair e Eduardo Bolsonaro • Ton Molina/STF e SAUL LOEB / AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste explicações sobre uma fala do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), na qual ele diz que "mostraria" um vídeo ao pai.

Em prisão domiciliar temporária desde sexta-feira (27), Bolsonaro está proibido de acessar celulares e redes sociais, ainda que por terceiros. O descumprimento da medida pode fazer com que ele retorne à cela especial do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha.

Durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, no sábado (28), Eduardo gravou a plateia do evento e disse que mostraria o vídeo ao ex-chefe do Executivo.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, declarou o ex-parlamentar.

Na sexta, Bolsonaro seguiu para casa após receber alta do Hospital DF Star, onde ficou 14 dias internado para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral. Ele foi autorizado por Moraes a ficar em prisão domiciliar por 90 dias para cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Apesar disso, o ex-presidente tem que seguir uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de utilizar redes sociais e celulares, ainda que por terceiros, e de receber visitas, exceto dos filhos e dos advogados.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.