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Moraes diz que ‘kids pretos’ pressionaram comando do Exército para aderir a plano golpista

Ministro afirmou que militares do núcleo 3 tentaram cooptar assistentes de generais para influenciar o Alto Comando após as eleições de 2022

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Julgamento da Ação Penal 2696 - Núcleo 3
Julgamento da Ação Penal 2696 - Núcleo 3

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (18) que militares investigados no núcleo 3 do processo sobre a tentativa de golpe pressionaram seus superiores para que o Exército aderisse ao plano de ruptura institucional.

Segundo Moraes, os militares buscaram influenciar diretamente seus comandantes com o objetivo de levar o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe de Estado.

Segundo o ministro, durante o encontro, teriam tentado cooptar esses auxiliares para convencer seus superiores a aderirem ao plano golpista.

“Então se centrou na cooptação do Alto Comando do Exército, e principalmente do comandante-geral do Exército, o general Freire Gomes”, afirmou Moraes.

As declarações do ministro aconteceram durante o julgamento do núcleo 3, composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF).

Eles são acusados de atacar o sistema eleitoral e articular ações para executar o golpe. Alguns desses militares são identificados como “kids pretos”, apelido dado a integrantes das Forças Especiais do Exército.

Em seu voto, Moraes alegou que os kids pretos foram reesposáveis por articular as ações mais violentas da organização criminosa, entre elas o monitoramento e o plano para o assassinato de autoridades.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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