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Ministro nega compensar empresas por fim da 6x1: ‘Chororô muito grande’

Luiz Marinho afirmou que medidas de compensação podem ser discutidas, mas apenas após aprovação da mudança trabalhista

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho • Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), descartou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de compensar as empresas para conseguir a aprovação do fim da escala 6x1, em discussão no Congresso Nacional.

“A posição do governo é muito clara em relação a isso. Não cabe compensação nesse tipo de benefício para o conjunto da economia, sociedade, as empresas e trabalhadores. Historicamente, sempre, as empresas vêm com um chororô muito grande, que é além da realidade. Essa é a nossa avaliação", declarou o petista a jornalistas.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a redução da jornada de trabalho tramita na Câmara dos Deputados. Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na última quarta-feira (22), o texto agora será analisado por uma comissão especial, onde o mérito será discutido.

Parlamentares da oposição e representantes dos setores produtivos pressionam pela fixação de uma regra de transição, além de uma desoneração para mitigar os efeitos da mudança trabalhista para as empresas.

Apesar de manifestar sua contrariedade, Marinho afirmou que uma discussão sobre os impactos pode ser feita, mas apenas após a aprovação da PEC.

“É evidente, o nosso governo é de muita escuta, vocês sabem disso. Se algum nicho de empresas tiver que perceber que tem esse tipo de problema, nós vamos escutar. Mas não é agora, no bojo da redução da jornada, sem redução de salário, que se discute compensação. Porque aí você precisa pegar as especificidades de cada micro setor para observar. Se tiver impacto, seguramente nós vamos olhar, mas não seria agora", concluiu.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.