TSE e AGU irão lançar cartilha sobre uso de IA na eleição de 2026
O documento terá diretrizes para ampliar a transparência no uso de ferramentas de IA durante o processo eleitoral e diminuir manipulação em conteúdos; previsão de lançamento é dia 16

A Escola Judiciária Eleitoral (EJE), desenvolvida no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cooperação com o Observatório da Democracia, da Advocacia-Geral da União (AGU), irá definir orientações sobre o uso da inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026. A previsão de lançamento é para o dia de início das campanhas eleitorais, 16 de agosto.
A iniciativa prevê a publicação de uma cartilha com recomendações práticas voltadas a órgãos públicos, partidos políticos, candidatos e plataformas digitais.
Segundo o TSE, o objetivo é estabelecer diretrizes para ampliar a transparência no uso de ferramentas de IA durante o processo eleitoral e reduzir os riscos de manipulação de informações ao longo da campanha.
A cartilha deve trazer direcionamentos para o uso responsável da tecnologia por diferentes atores envolvidos nas eleições e faz parte das ações da Justiça Eleitoral para tornar prática as normas disciplinares para enfrentar os desafios impostos no ambiente digital.
Um vídeo produzido por inteligência artificial (IA) que simulava a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção do Partido Liberal que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência em 2026 fez reacender o debate sobre o tema e a necessidade de direcionamento do uso da tecnologia nas campanhas eleitorais.
Apesar de Jair cumprir prisão domiciliar, o vídeo trazia para o evento a presença do ex-presidente e enviava uma mensagem para quem estivesse presente.
Na gravação, criada por IA o ex-chefe de governo brasileiro afirmava estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", diz que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam seu filho "de braços abertos".
O TSE foi acionado pela legenda adversária na disputa eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT), e a Federação formada por PT, PCdoB e PV, alegando que aquele uso era irregular e suposta propaganda eleitoral antecipada.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



